Colunista da Folha de S.Paulo, o ultramaratonista Rodolfo Lucena escreveu um artigo que adorei.
Embaixo do título [Sem medo de mudar a São Silvestre], a seguinte frase: Novo percurso é criticado, mas história da corrida não sustenta o argumento da tradição
Antes de publicar alguns trechos da matéria, uma sugestão aos que, por não curtirem o tema “São Silvestre”, estão pensando em parar por aqui: leiam os dois últimos parágrafos
Um grupo de jornalistas esportivos e treinadores de corrida se levantou contra a novidade. Afirma que o novo trajeto [http://saosilvestre.com.br/percurso] apresenta mais risco para os corredores.
A maior crítica, porém, é quanto ao suposto rompimento com a história, como deixou claro a vice-presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo.
“A São Silvestre é tradição”, disse Martha Dallari à Folha. “E, como tradição, tem que acabar na Paulista.”
Jornalista-atleta faz o leitor refletir sobre as tradições
Até 1945, a tradição da São Silvestre era ser uma prova estritamente nacional; até 1975, a tradição da São Silvestre era ser uma prova apenas para homens.
Alguém aí acha que deve ser proibida a presença das mulheres? Ou de estrangeiros?O fato de alguma coisa ser tradicional ou ter acontecido repetidas vezes não lhe confere boa qualidade nem status de imutável.
Em muitas (todas?) culturas do mundo, há tradições que causam horror a outras comunidades, sem falar em grosseiras ofensas a elementares direitos humanos.
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Dois endereços / Duas imagens
Blog do Rodolfo Lucena: http://migre.me/685th
Site oficial da corrida: http://saosilvestre.com.br/
31/12/09 e 31/12/10: a fim de divulgar o site, circulei pela Avenida Paulista
Não conheço os rapazes; eles quiseram tirar uma foto comigo
Não conheço o Homem-Prateado; quis tirar uma foto com ele


Escrito por pindaibas 







